- Escrito por: Frances de Azevedo
A marinha se alinha e, assim, caminha
Na obra desse renomado artista
Que abraçou a pintura tradicionalista
Do qual Ettore Federighi, meu tio,
Foi profundo amigo e admirador!
Se Calixto tinha o mar no seu coração,
Meu tio, também renomado artista pictórico,
Dedicou-se à natureza morta
E daquele foi contemporâneo.
Ambos, laureados e aplaudidos!
Na Coleção Sobral –aroucaeditora/2014,
Com textos do confrade Gabriel Kwak,
Calixto lá navega a partir de fls. 76,
Onde nos deleitamos com belas praias,
Morros verdejantes, pedras, - muitas pedras -,
De todos os tamanhos e formatos;
Barcos, barquinhos, pescadores,
Ou tão somente a solidão das
Ondas quebrando na praia
Levando-nos a sonhar...
Tais as representações desse pintor
Nascido e criado no litoral
De São Paulo, onde, sua arte, em Paris,
Foi aprimorar, com louvor,
Tendo seus olhos sempre voltados
Para o mar...
- Escrito por: Frances de Azevedo
Na verdade, o que poucos sabem,
(Eu também não sabia...)
É que, a pedido de D. Pedro I,
Nos seus últimos dias de vida,
Seu coração foi separado do corpo,
Ficando na cidade do Porto.
Por que na cidade portuguesa?!
Exatamente, por ter recebido apoio popular
Quando mais precisou lutar,
Nas batalhas contra seu
Irmão D. Miguel que usurpara o trono
De sua filha mais velha, D. Maria da Glória...
Isso se deu, quando de seu retorno à Portugal,
Logo após ter proclamado nossa Independência,
Eis que obrigado a retornar ao seu país,
Tendo, aqui, deixado seu filho D. Pedro II.
Quanto ao seu corpo, encontra-se sepultado
Na Cripta do Museu do Ipiranga,
Na cidade de São Paulo,
Bem próximo onde foi proferido
O famoso brado: Independência ou Morte!
Nessas batalhas travadas com o irmão, o apoio do povo
Foi importante, garantido a volta do trono à filha,
Porém, logo após sua coroação, seu pai, D. Pedro I,
Foi acometido de tuberculose e faleceu...
Seu pedido foi atendido,
Ficando, seu coração,
Junto àqueles compatriotas,
Que lhe apoiaram de antemão!
Se o seu coração, agora, retorna ao Brasil,
É para as comemorações do Bicentenário da Independência:
Homenagem justa àquele que
Nossa liberdade proclamou.
Merece, pois, todas as honras de Estado que lhe
Serão prestadas.
Salve! Salve! D. Pedro I
- Escrito por: Frances de Azevedo
Sorrindo, no picadeiro,
Com seus trejeitos, pulando,
Sozinho ou com um parceiro,
Lá se vai ele rolando.
Olhos bem arregalados,
Boca grande bem pintada
E os braços desengonçados,
Lá se vai na gargalhada.
Mas ninguém pode saber
Do seu mundo, de sua vida...
E hoje, houve um malquerer,
Pois a filha tão querida
Partiu sem qualquer abraço,
Levando a alma do palhaço...
- Escrito por: Frances de Azevedo
Sorrindo, no picadeiro,
Com seus trejeitos, pulando,
Sozinho ou com um parceiro,
Lá se vai ele rolando.
Olhos bem arregalados,
Boca grande bem pintada
E os braços desengonçados,
Lá se vai na gargalhada.
Mas ninguém pode saber
Do seu mundo, de sua vida...
E hoje, houve um malquerer,
Pois a filha tão querida
Partiu sem qualquer abraço,
Levando a alma do palhaço...
- Escrito por: Frances de Azevedo
Essa lâmina fina,
Que rasga minh´alma,
Esmaga, extravasa,
Lembranças de outrora;
Impede o avanço dos sonhos,
Do futuro planejado,
Com você ao meu lado,
Em passos risonhos...
Não mais a lua no céu
- Agora sob pesado véu -
A noite se faz presente;
O dia: para sempre ausente...
Aço cortante, impiedoso,
Num frio teimoso,
Sangrando pensamentos,
Provocando lamentos...
Haverá outro aço,
Que num sutil compasso,
O tempo retroceda
E a paz, então, conceda?!
Frances de Azevedo
